quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O "Fazer Teatro"


Peço licença pela falta de poética mas algumas coisas ganham outros pesos com o passar do tempo.

Parece que comecei a treinar a fala e perder a escrita, ou me cansei de esconder em uma delas, talvez nas duas.

Descobri que tem coisas que realmente não suporto, tempos que não admito, pensamentos que me cansam, idéias que não compactuo.

Nisso tudo, junto com o grande bom clichê do “leve como aprendizado”, me indago porque determinadas coisas ainda continuam na manivela.

Qual o tamanho da minha culpa nessa situação de paciência em conta gotas?

Percebo ao meu redor pessoas que a unica coisa que querem é continuar o seu trabalho de maneira digna e ética.

Talvez o alvorosso venha de não sermos artistas de fim de semana, somente?

Alguns se escondem atras do titulo de arte educador, outro atras da moita de produtor cultural, outros acham que ser provocador, no sentindo NEGATIVISSISSISSISSISSISSISSISSIMO da palavra é ser genial!

Concordo com uma amiga que diz que talvez uma das nossas maiores frustrações como artistas, seja exatamente no momento que você percebe que lhe dar com eles, nem sempre é questão de sensibilidade, em alguns casos, como os que eu ando observando sobre força e a mordaça do “manter relações”, a coisa é bem diferente. São quase patrões ou como todo setor publico ou privado, onde se bate cartão, a unica coisa que importa é “quem vai se dar mal nessa semana”.

Não acredito na arte competitiva.

Não acredito na arte difamatória.

Não acredito em falsos coletivos.

Não acredito em arte de fim de semana.

Não acredito em boas ideias com gente errada.

Não acredito em falsos parceiros.

E agora muito menos, na mudança de algumas posturas.

Mas acredito que seja a hora de erguer a minha, sempre com etica e honestidade, que é uma coisa que sempre zelei, e que Claudia Apostolo fez o favor de pontuar e injetar no meu pensamento como artista.
Eu continuarei previligiando meus verdadeiros parceiros, que são muitos tanto em minha região como na metropole, esses sim querem trabalhar e não saem por ai a favor de demitir sem justa causa o meu trabalho e dos que comigo pensam.

De hoje em diante, passarei na peneira quem eu quero perdo de mim e dos meus.
Pelo menos isso.

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